Brasileiros desconhecem alimentos com alto teor de sal


Mesmo com uma intensa publicidade nos meios de comunicação e nos próprios consultórios médicos, muitas pessoas desconhecem os perigos que o consumo excessivo de sal pode causar à saúde. Outras, por sua vez, sabem dos riscos à saúde mas ignoram os alimentos que têm alto valor de sal ou sódio, como os embutidos - presunto, mortadela e mortadela de frango -, macarrão instantâneo e maionese, por exemplo.

Tabela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que o queijo parmesão ralado, tão utilizado pelas famílias brasileiras nas macarronadas de fim de semana, lidera os alimentos com maior teor de sal em sua composição.

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação assinaram o quarto acordo para diminuir a quantidade de sal nos produtos industrializados que vão à mesa dos brasileiros.

O médico cardiologista Geniberto Paiva Campos explica que o sal é o grande responsável por problemas como o infarto, a diabetes e a hipertensão, esta última de difícil diagnóstico que se tornou um problema de saúde pública.

"O excesso de sal é ruim, traz problemas para o coração, para os rins, eleva a pressão arterial e está diretamente ligado às causas de infarto", destacou o cardiologista.

Segundo ele, todo esse impacto na saúde do brasileiro torna o consumo excessivo de sal e de sódio um problema de saúde pública e, por isso, torna-se necessária a redução do uso do sódio nos alimentos.

Ele reconheceu que a tradição da culinária brasileira é um dos pontos que mais dificultam o processo de convencimento do cidadão - é só lembrar do tradicional churrasco.

Uma forma de driblar a quantidade de sal colocada na carne, segundo ele, é descartar a capa da carne, onde o produto se concentra.

Apesar de o consumo excessivo fazer mal a saúde, o sal é necessário para o corpo humano e, ao mesmo tempo, a redução da quantidade ingerida é facilmente aceita pelo organismo. O segredo é diminuir gradativamente o consumo e não tentar cortá-lo da dieta de uma vez.


Como reduzir o sal na comida

A nutricionista e professora da Universidade de Brasília (UnB), Raquel Botelho, deu dicas para controlar o consumo de sal. "Nós temos que incentivar a população a usar temperos a base de ervas, até mesmo pimentas, porque não contêm sódio".

Outro produto que pode ajudar no processo de redução do consumo de sal é o alho, tempero que é benéfico à saúde que contribui no tratamento de infecções patogênicas e previne doenças como o câncer e problemas cardiovasculares.

A professora explicou que o cidadão tem que tomar cuidado com os temperos industrializados. "Cada tablete de tempero contém mais de 1 mil miligramas de sódio". Segundo ela, o brasileiro consome três vezes mais sal do que deveria.

Fonte: BBC 

O que a má postura faz com o seu corpo e sua mente

Frequentemente reclamamos e ouvimos colegas se queixarem de dor nas costas, mas nos esquecemos de que, na maior parte dos casos, somos nós mesmos os responsáveis por esse desconforto.

Agora, enquanto está lendo este texto em frente ao computador, você está sentado de maneira correta? Já parou para pensar em quanto a má postura afeta seu rendimento?

O diretor médico do Centro para Medicina e Estilo de Vida no Instituto do Bem-Estar Clínico em Cleveland (EUA), Mladen Golubic, conta quais os cuidados necessários e os problemas que a má postura pode trazer.

Grau ideal do conforto

Um estudo norte-americano realizado em 1999 concluiu que a posição ideal para sentar era entre um ângulo de 110° a 130°. Porém, uma pesquisa escocesa, publicada em 2007, apresentou outro resultado: para evitar as dores nas costas, o correto era se inclinar para trás em um ângulo de 135°. O Dr. Golubic, no entanto, afirma que, embora interessantes, nem todas as pessoas se adaptam a estas posições precisas.

Passar o dia sentado faz mal

Síndrome da Morte Sedentária: o termo, adotado pelo Conselho de Aptidão Física e Desportos, serve para classificar os inúmeros pacientes que passam longas horas do dia sentados e desenvolvem doenças crônicas graças a este estilo de vida. “Há estudos sobre a Síndrome da Morte Sedentária que mostram que, ao permanecer sentado por muitas horas, independente da posição, as chances de dores lombares, colesterol alto, diabetes e obesidade aumentam consideravelmente”, relata o médico.

A posição perfeita

Você sabia que a eficiência da respiração está diretamente ligada à postura corporal? “Sentar ereto e relaxado expande o peito e permite uma absorção maior de fôlego, o que aumenta a energia e o foco”, garante Dr. Golubic. Para quem deseja tentar, o especialista ensina uma técnica: sentar afastado da parte traseira da cadeira, com os pés firmemente apoiados no chão. Para quem tem dificuldades de lembrar-se do cuidado com a postura, o médico recomenda colocar um ponto azul nas telas dos computadores, para que, ao olhar, o paciente sente-se corretamente e respire profundamente, de forma a aliviar a dor.

Corcunda

Quando estamos sentados, é comum que os ombros acabem ficando para baixo e a coluna um pouco curvada, em uma postura corcunda que, além de prejudicial, dá uma aparência de depressão e desmotivação. Para Dr. Golubic, essa rotina de postura errada faz com que, dia após dia, os músculos enfraqueçam e todo o esqueleto mude. “Além disso, ao sentar com a postura correta, psicologicamente até sua atitude melhora”.

Dor antes, melhorias depois

Para quem não está acostumado a sentar-se na postura correta, as primeiras tentativas podem causar dor na região lombar, o que, de acordo com o médico, indica que a coluna necessita de um trabalho de reforço. E uma das maneiras de conseguir isso é com a ioga, pois envolve tanto o aprendizado de respiração quanto de postura correta para sentar.

Ande

“Como você se senta é menos importante do quanto tempo você se senta”, adverte Dr. Golubic. Ele aconselha que pessoas que trabalham ou permanecem muito tempo sentadas durante o dia tentem levantar sempre que possível, seja para tomar água ou um cafezinho, fazer reuniões com os colegas ou até receber chamadas de telefone. “Se não puder andar, ao menos se estique”, diz.

Atenção! Seis alimentos com gordura trans que devem ser evitados

A agência norte-americana FDA assumiu oficialmente que as gorduras trans não são consideradas seguras para o consumo humano
A gordura trans é bastante usada em alimentos processados para aumentar a vida útil dos produtos.
No entanto, nutricionistas dizem que esse tipo de lipídio é prejudicial à saúde, aumentando o risco de doenças cardíacas.
Embora o assunto circule na imprensa há décadas, só agora a Agência de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) assumiu oficialmente que as gorduras trans não são consideradas seguras para o consumo humano.
Isso abre o caminho para as autoridades proporem a proibição do uso deste tipo de substância nos alimentos produzidos naquele país.
Caso os planos da FDA avancem, a indústria alimentícia precisará readaptar processos de fabricação.
Confira abaixo a lista dos alimentos que precisarão passar por mudanças no seu processo de fabricação:
1. Biscoitos salgados, doces e outros alimentos assados
Esses produtos geralmente contêm gorduras trans em estado sólido, para deixá-los menos oleosos.
"As gorduras 'boas' já desempenham esse mesmo papel. Só que são mais caras para a indústria dos alimentos. Mas elas trazem menos riscos para a saúde e são mais saudáveis", diz o químico de alimentos Fidel Belmares.
2. Pipoca de micro-ondas
As gorduras trans sólidas são usadas nas pipocas de micro-ondas para conservar o produto por mais tempo. A alternativa, segundo especialistas, seria usar azeite líquido no lugar.
"Ela é mais líquida, mas menos manipulada e mais natural. O azeite de oliva não possui gordura trans", diz o médico Jorge Loredo.
3. Pizzas e salgados congelados
Alguns produtos congelados - pizzas, risolis, coxinhas - contêm gorduras trans para prolongar sua duração.
Os especialistas sugerem que as pessoas comprem produtos frescos e os congelem em casa.
Alguns produtos congelados sem gordura trans já são vendidos no mercado hoje.
"Há empresas que vendem batatas fritas ou outros tipos de lanches congelados e anunciam na sua embalagem que nenhum tipo de trans foi usado na fabricação do alimento", diz Loredo.
4. Manteiga vegetal e margarina em barra
Loredo sugere que se use manteiga em vez de margarina, porque a origem animal do produto é mais bem assimilada pelo metabolismo do corpo.
Melhor ainda seria, segundo ele, o uso de gorduras líquidas - como azeite de oliva - em vez de gorduras sólidas - como manteiga ou margarina.
5. Creme para café
Também existem versões deste produto sem gordura trans.
Ainda assim, há substitutos que são ainda mais saudáveis, como leite natural ou leite de soja.
6. Glacê pronto para uso
Os glacês prontos para uso em doces fazem com que as guloseimas fiquem mais sólidas e estáveis por mais tempo em temperatura ambiente.
Apesar de inúmeros esforços da indústria alimentícia na busca por substitutos, os especialistas asseguram que é melhor fazer o glacê desde o começo - utilizando açúcar, manteiga, leite e baunilha natural.

Marte e Vênus? Nada disso! Homens e mulheres amam da mesma forma

O best-seller de auto-ajuda, “Homens são de Marte, mulheres são de Vênus”, publicado em 1992, sugere que homens e mulheres pensam e agem de forma muito diferente em relacionamentos. Em outras palavras, era como se viessem de planetas diferentes.
Agora, novas pesquisas científicas aparecem para discordar: na verdade, todos agem de maneira muito semelhante quando estão apaixonados, seja homem ou mulher, heterossexual ou homossexual.
Os pesquisadores pediram a 24 voluntários que estavam vivendo um amor, entre 19 e 47 anos, e em relações que duravam de 4 meses a 23 anos, para observar fotos de seus parceiros, bem como fotos de amigos do mesmo sexo que seus parceiros, mas a quem eram romanticamente indiferentes.
Metade dos participantes eram do sexo feminino (6 heterossexuais e 6 homossexuais) e metade era do sexo masculino (6 heterossexuais e 6 homossexuais). Todos se declararam apaixonados e em um relacionamento sexual com seu parceiro.
Enquanto eles observavam as fotos, seus cérebros foram escaneados com ressonância magnética funcional. Todos os participantes do estudo foram solicitados a classificar seus sentimentos em relação a seus parceiros românticos, antes e após a ressonância.
Os resultados mostraram um padrão similar de atividade entre os diferentes grupos, e envolveram a ativação de ambas as áreas corticais e subcorticais, principalmente as áreas ricas em neurotransmissores dopaminérgicos (que causam o “sentir-se bem”).
Essas áreas incluíam o hipotálamo, a área tegmental ventral, o núcleo caudado e o putâmen, bem como a ínsula, o hipocampo e o córtex cingulado anterior. A atividade dopaminérgica está fortemente ligada a atividades neurotransmissoras como as mediadas por ocitocina e serotonina, importantes na regulação das relações emocionais e de ligação entre os indivíduos.
Os estudos também mostraram que o amor pode ser cego. Há uma extensa desativação de grande parte do córtex cerebral quando os amantes visualizam fotos de seus parceiros românticos. As áreas desativadas envolvem partes do cérebro críticas para o julgamento.
Os pesquisadores afirmam que o estudo foi influenciado pela literatura mundial, de Platão a Shakespeare, Dante, Rumi, Verlaine e outros, em que sentimentos muito semelhantes são expressos tanto no contexto das relações de sexo oposto quanto do mesmo sexo, e essa ambiguidade se refletiu nos resultados. 
Fonte: Telegraph

Cuidado com o salmão que você está comendo

O salmão do mar, ou selvagem, como é mais conhecido, é um excelente alimento.

Infelizmente o alto consumo desse peixe levou o mercado a perceber que poderia ter altos lucros com ele.

Surgiu então o salmão de cativeiro, que nada tem a ver com o salmão selvagem encontrado na América do Norte, com sua carne naturalmente laranja, que vive em liberdade no oceano e que na época da reprodução sobe para os rios.

Este é o verdadeiro salmão, raro, colorido à base de uma dieta composta entre outras coisas de camarão e krill, um rico nutriente das águas geladas do oceano, e representa infelizmente apenas 5% de todo o salmão vendido nos Estados Unidos e que chega ao Brasil em quantidades irrisórias e, por isso, é um peixe caríssimo.

À esquerda, posta de salmão de cativeiro; à direita, de salmão selvagem
A indústria do Salmão

Mais da metade do consumo mundial de salmão atualmente tem como origem viveiros produtores do Chile, Canadá, Estados Unidos e norte da Europa.

Esse salmão não tem as mesmas qualidades nutricionais do salmão selvagem.

Por outras palavras, nutrientes como ômega 3, vitaminas A, D, E e do complexo B, magnésio, ferro, presentes em abundância no salmão selvagem, não passam de traços insignificantes nos peixes criados em cativeiros e vendidos nos supermercados por preços tão acessíveis.

É importante saber que o salmão natural se alimenta de fontes de ômega 3, como algas oceânicas e fitoplânctons. Assim, ele converte e armazena esse ômega 3 em sua carne.

Já o salmão de cativeiro é alimentado com ração, que não apresenta nenhum ômega 3 em sua composição.

O peixe de cativeiro tem uma cor que vai do cinza ao bege claro, talvez no máximo um rosinha pálido.

Ele fica depois com um laranja vivo graças ao uso de corantes.

A astaxantina e a cantaxantina, responsáveis pela cor do salmão do mar, são nutrientes naturais presentes em algas.

No caso do peixe de cativeiro, os produtores costumam usar astaxantina e cantaxantina sintéticas, derivadas do petróleo.

A astaxantina e a cantaxantina sintéticas também são usadas na ração de galinhas, dando um tom mais alaranjado às gemas de algumas marcas de ovos “tipo caipira”.

Em grandes quantidades podem causar problemas de visão e alergias.

Estudos mais recentes apontam a astaxantina como tóxica e cancerígena.

Uma informação interessante é que 100 gramas de salmão com corante equivalem em toxinas a um ano consumindo enlatados.

Para piorar a situação, muitas vezes os ambientes onde são criados têm higiene duvidosa, levando os peixes a receber altas doses de antibióticos e sua alimentação é muito gordurosa, à base de farinha e azeite de peixe.

Principais diferenças

- Salmão Selvagem:
Custa o dobro, mas suas principais diferenças estão na qualidade e nos benefícios.
Come crustáceos coloridos e, por isso, a cor rosa-suave.
Possui grandes quantidades de ômega 3.
Sua textura é macia e aveludada, como todo peixe gordo, e desmancha na boca.

- Salmão de Cativeiro:
Come ração e os corantes sintéticos dão cor à carne, normalmente bastante alaranjada.
Menor quantidade de gorduras boas, grande quantidade de gorduras saturadas.
Textura de peixe: normalmente muito macio à mordida.


*Fontes: 


Reportagem no portal NE10/UOL: http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/ciencia-e-vida/noticia/2013/07/15/salmao-consumido-no-brasil-nao-contem-omega-3-afirma-especialista-431055.php - See more at: http://www.curapelanatureza.com.br/2013/06/cuidado-com-o-salmao-que-voce-esta.html#sthash.XSnBrK1e.zqV3OpMe.dpuf

Exercícios são melhores que remédios para coração e AVC

Os exercícios físicos podem ser tão eficazes - e eventualmente até melhores - do que alguns medicamentos para reduzir o risco de morte em pessoas com derrame cerebral ou doenças cardíacas.

Os pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, da Universidade de Stanford e da Escola deEconomia de Londres analisaram centenas de testes que envolveram quase 340 mil pacientes.

O objetivo era comparar o efeito dos exercícios físicos e dos medicamentos em pessoas com problemas no coração, história de acidente vascular cerebral, pré-diabetes e insuficiência cardíaca.

As atividades físicas obtiveram resultados semelhantes aos dos medicamentos para doenças cardíacas.

Já os remédios chamados diuréticos tiveram melhores resultados do que a atividade física no combate às doenças cardíacas.

Os exercícios também são mais eficazes do que os medicamentos no caso das pessoas que tiveram acidente vascular cerebral.

No caso de derrames, as atividades físicas tiveram eficácia superior à dos remédios.

Os cientistas recomendam a realização de mais estudos específicos para avaliar os resultados, dada a escassez de informações sobre o tema.

Defenderam, no entanto, que, as atividades físicas "sejam consideradas uma alternativa viável ou acompanhe o uso dos medicamentos".

Especialistas alertam que isso não significa que as pessoas devam abandonar o uso de remédios, em prol de exercícios. Eles recomendam que ambos sejam usados ao mesmo tempo no tratamento de doenças.


Fonte: BBC, NBC

Excesso de sal e iodo na gestação pode causar hipotireoidismo

Benefícios e riscos do iodo

O iodo é um micronutriente essencial para o homem e demais mamíferos, pois é usado na síntese dos hormônios tireoidianos T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina).

Além de regular o metabolismo, esses hormônios são importantes para o funcionamento adequado de praticamente todos os órgãos.

Já há muitas décadas se sabe que a deficiência desse mineral pode causar bócio, ou seja, um aumento no volume da glândula tireoide que prejudica seu funcionamento.

Sabe-se também que a falta de iodo durante a gestação pode levar a danos cerebrais em crianças, uma vez que os hormônios tireoidianos desempenham um papel extremamente importante no desenvolvimento do sistema nervoso central.

Por essa razão, no Brasil, tornou-se obrigatória na década de 1950 a adição de iodo no sal de cozinha.

O problema é que hábitos alimentares ruins têm levado as pessoas a ingerir sal demais - e, por tabela, iodo demais.

Estudos recentes têm mostrado que o consumo superior à dose diária recomendada - cerca de 150 microgramas - também pode trazer prejuízos ao funcionamento da tireoide.

Este ano, uma resolução da Anvisa reduziu a faixa de variação do iodo no sal de 20 a 60 miligramas por quilo - quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para populações que consomem até 10 gramas de sal por dia - para 15mg/kg a 45 mg/kg.

A medida foi tomada após pesquisas do Ministério da Saúde mostrarem que a população brasileira ingere uma taxa de iodo maior do que a recomendada pela OMS em razão do consumo elevado de sal.

Excesso de sal na gravidez

Agora, Caroline Serrano do Nascimento e Maria Tereza Nunes, a Universidade de São Paulo (USP), resolveram usar modelos animais para estudar os efeitos a longo prazo da ingestão excessiva de iodo.

O experimento mostrou que o consumo excessivo de iodo durante o período de gestação e lactação pode tornar os filhos mais propensos a sofrer de hipotireoidismo na vida adulta.

"O iodo desencadeia também mecanismos epigenéticos, ou seja, o consumo excessivo desse elemento pela mãe durante a gestação e lactação gera consequências no desenvolvimento fetal e, aparentemente, programa o organismo do filhote para ficar mais suscetível ao desenvolvimento de hipotireoidismo durante a vida adulta", comentou Caroline.

No primeiro trimestre da gestação, explica ela, o feto é totalmente dependente dos hormônios tireoidianos produzidos pela mãe e qualquer alteração na síntese hormonal nessa fase pode causar consequências graves para o desenvolvimento fetal.

Após o segundo trimestre, o bebê já tem sua própria tireoide desenvolvida, mas ainda depende do aporte de iodo da mãe, que é feito pela placenta.

"Vimos que a maioria dos genes ligados à biossíntese dos hormônios tireoidianos estava com a expressão diminuída tanto na mãe, quanto na prole adulta, no grupo exposto ao excesso de iodo durante a gestação e lactação", contou Caroline.

O próximo passo, segundo a pesquisadora, é descobrir em que momento da gestação ou da lactação esse excesso de iodo é mais prejudicial.

"Uma vez que tivermos esclarecido bem os mecanismos que ocorrem na prole, poderemos voltar e descobrir em que fase do desenvolvimento o iodo altera a programação gênica dos animais. Aparentemente, em cada uma das fases há uma resposta diferente na programação da expressão de genes durante a vida adulta", afirmou.

Iodo no sal

Apesar de conhecer bem as consequências da ingestão excessiva de iodo, Nascimento não defende a ideia de eliminar ou reduzir a adição do mineral ao sal.

Uma falta de iodo na gravidez, por exemplo, poderia gerar outros problemas nas crianças:

"Penso que o ideal seria investir em políticas públicas para reduzir o consumo de sal da população, pois dessa forma você evita não apenas prejuízos à tireoide como também doenças cardiovasculares. Com a atual redução, por outro lado, não se tem garantia de que as pessoas vão ingerir quantidades ideais de iodo se diminuírem o sal na alimentação", avaliou.

Fonte: FAPESP


As dívidas estão te deixando louco? Cuidado.

Dívidas trazem outros débitos

Pessoas endividadas são três vezes mais propensas a ter um problema de saúde mental do que aquelas que não estão com as contas no vermelho.

Pesquisadores das universidades de Southampton e Kingston, no Reino Unido, fizeram uma revisão sistemática em todas as pesquisas anteriores que analisaram a relação entre problemas de saúde mental e dívidas.

Na meta-análise, a primeira de que se tem notícia sobre esse assunto, foram combinados estatisticamente os resultados de estudos anteriores que envolveram cerca de 34 mil participantes e suas dívidas.

Os resultados mostraram que as pessoas endividadas têm três vezes mais propensão a ter um problema de saúde mental que aquelas que não têm dívidas.

Menos de 9% dos participantes sem problemas de saúde mental estavam com dívidas, em comparação com mais de 25% dos participantes endividados que apresentavam um problema de saúde mental.

A equipe descobriu também que as pessoas endividadas são mais propensas a sofrer de depressão, dependência de drogas e psicose.

Os resultados também sugerem que quem morre por suicídio tem maior propensão de estar com dívidas pendentes.

O que vem primeiro?

Contudo, o estudo não foi suficiente para estabelecer uma relação causal, ou seja, não é possível dizer se a dívida gera o problema mental ou se o problema mental leva a pessoa a se endividar.

"Esta pesquisa mostra uma forte correlação entre dívidas e saúde mental. No entanto, é difícil dizer o que causa o que," reconhece o Dr. Thomas Richardson, coordenador do estudo.

"Pode ser que as dívidas levem a uma saúde mental pior devido ao estresse que elas causam. Também pode ser que as pessoas com problemas de saúde mental sejam mais propensas a se endividar por causa de outros fatores, tais como um emprego irregular.

"Da mesma forma, pode ser que a relação funcione nos dois sentidos. Por exemplo, as pessoas que estão deprimidas podem ter dificuldades para lidar com suas finanças e entram em dívida, o que, em seguida, joga-as mais profundamente na depressão," avaliou o pesquisador.

Fonte: BBC